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Analícea Calmon
Diretora do XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano

Articulando os 3 adjetivos que perfazem o título deste XXIII Encontro Brasileiro do Campo Freudiano, podemos concluir que o que há de infamiliar no feminino é o gozo, que, por sua vez, é indizível.

Como será visto no desenrolar deste Encontro, trata-se de um tema em torno do qual existem mais perguntas do que soluções. Os trabalhos que serão aqui apresentados, a começar pela conferência da nossa convidada Christiane Alberti e pelos depoimentos de passe, destacando o 1º depoimento da nosso colega Tânia Abreu, sequenciados pelas apresentações nas plenárias, nas mesas simultâneas e nas cajuínas de cartéis, se orientam pela lógica que preside as perguntas que os suscitam, isto é, a lógica de um saber revelado no dispositivo psicanalítico que, por um lado afeta aos sujeitos e por outro produz teoria.

É por estes dois lados que pretendemos falar do feminino infamiliar e dizer o indizível. Este é o caminho que a psicanálise de orientação lacaniana nos convoca a trilhar num encontro virtual a acontecer num espaço de lapso que, nesse instante de ver, se inaugura.